Olá, pessoal! Quem me conhece sabe que eu sou apaixonada por tudo o que envolve saúde e bem-estar, e principalmente por desmistificar o universo das dietas.
Recentemente, tive a oportunidade incrível de mergulhar de cabeça em um estágio como instrutora de dietas, e posso dizer que foi uma verdadeira montanha-russa de aprendizados!
Eu, que já achava que entendia bastante do assunto, vi de perto como a teoria, por mais sólida que seja, muitas vezes se choca com a realidade do dia a dia das pessoas.
Percebemos que mitos comuns, como “carboidratos engordam” ou “dietas restritivas sempre funcionam”, frequentemente não se sustentam diante das vidas complexas de cada um.
É impressionante como cada indivíduo é um universo particular, com desafios, rotinas e emoções que influenciam diretamente a forma como se relacionam com a alimentação.
Esqueça as soluções prontas e milagrosas! Durante o estágio, percebi que a verdadeira chave para o sucesso não está em dietas da moda ou em cortar grupos alimentares inteiros, mas sim na adaptação e na compreensão profunda de cada caso, buscando um equilíbrio que vai muito além da balança.
Vi histórias de superação que me emocionaram e desafios que me fizeram questionar tudo o que eu pensava saber, acompanhando de perto a luta contra velhos hábitos e a importância do apoio psicológico.
As tendências atuais, aliás, apontam cada vez mais para a nutrição personalizada e acessível, com foco em alimentos naturais e na sustentabilidade, fugindo das dietas extremas.
No mundo atual, com tanta informação desencontrada sobre alimentação, é fácil se perder. Mas, com a experiência que ganhei ao lado de profissionais incríveis e, claro, dos meus queridos alunos, aprendi a enxergar as nuances que fazem toda a diferença.
Você não vai acreditar nas viradas de chave que aconteceram! Preparei este post com os casos mais marcantes e os “aha!” momentos que tive, para que você também possa se beneficiar dessas lições valiosas.
Vamos descobrir os detalhes no artigo abaixo!
A Realidade por Trás dos Mitos da Dieta: O Que Realmente Aprendi

Ah, quem nunca ouviu falar que “carboidratos engordam” ou que “para emagrecer, basta cortar tudo o que gosta”? Antes do meu estágio, eu mesma já tinha minhas dúvidas, mas convivia com essas ideias como verdades absolutas. Porém, ver de perto, na pele dos meus alunos, o impacto dessas crenças é algo que te transforma. É como se um véu caísse e você percebesse que a complexidade do corpo humano e da nossa relação com a comida é muito maior do que qualquer manchete de revista ou dieta da moda faz parecer. Eu vi pessoas desistindo de comer frutas por medo do açúcar, ou evitando arroz e feijão, nossa base alimentar, por pura desinformação. A teoria é uma coisa, mas a prática, meu bem, é outra completamente diferente, e muitas vezes dolorosa.
Carboidratos: Vilões ou Aliados? Minha Experiência em Campo
Lembro-me claramente de uma aluna, a Ana, que chegou ao programa completamente exausta e desanimada. Ela havia cortado todos os carboidratos da sua vida, achando que era a única forma de perder peso. O resultado? Fadiga constante, mau humor e uma compulsão alimentar que aparecia nos momentos mais inesperados. Acompanhei de perto sua jornada, e foi incrível ver a transformação quando começamos a reintegrar carboidratos complexos de forma inteligente. Pão integral, batata doce, até um pouco de arroz, tudo na medida certa. A energia dela voltou, o humor melhorou e, pasmem, ela começou a perder peso de forma consistente e saudável, sem sacrifícios desnecessários. Eu mesma sentia a frustração dela antes e a alegria genuína depois, quando percebia que o alimento não era o inimigo, mas sim o combustível essencial.
O Perigo das Dietas Restritivas e o Efeito Sanfona
Outro ponto que me marcou profundamente foi a percepção do ciclo vicioso das dietas restritivas. A gente vê isso o tempo todo: a pessoa corta drasticamente calorias e alimentos, perde peso rapidamente, mas não consegue sustentar. Aí vem o efeito sanfona, e com ele, a culpa, a frustração e a sensação de fracasso. Eu observei que, no fundo, o problema não é a falta de força de vontade, mas a abordagem insustentável. As pessoas precisam de uma relação saudável com a comida, não de um castigo diário. Entendi que meu papel não era só ensinar o que comer, mas como comer, e mais importante, como se relacionar com o alimento de uma forma que seja prazerosa e duradoura. Isso exige paciência, escuta ativa e uma boa dose de empatia, que eu jamais imaginei que seriam tão cruciais para um instrutor de dietas.
A Personalização como Chave do Sucesso Duradouro
Se tem uma coisa que aprendi nesse estágio, é que não existe fórmula mágica ou uma dieta que sirva para todo mundo. Isso é um dos maiores equívocos que a gente vê por aí, e que leva muita gente a se frustrar. Eu mesma, antes, pensava que com algumas adaptações, um plano alimentar genérico funcionaria. Que nada! Cada pessoa é um universo particular, com rotinas, gostos, intolerâncias e até histórias de vida que moldam a forma como se relacionam com a alimentação. Foi emocionante ver o brilho nos olhos de um aluno quando, juntos, conseguimos montar um plano que realmente se encaixava na vida dele, sem sofrimento, sem culpa. Aquele momento em que eles percebem que podem comer o que gostam, de forma equilibrada, e ainda alcançar seus objetivos, é impagável.
Entendendo o Indivíduo: Mais que um Cardápio
Lembro-me do Carlos, um empresário com uma agenda maluca e que vivia viajando. Ele já tinha tentado inúmeras dietas, mas nenhuma dava certo porque exigia uma rotina que ele simplesmente não tinha. O desafio era grande, mas eu me propus a entender a fundo seu estilo de vida. Onde ele almoçava nas viagens? O que ele tinha acesso? Quais eram seus horários mais críticos para beliscar? Foi um trabalho de detetive, confesso! Mas o resultado foi um plano flexível, com opções para os aeroportos, os hotéis e os dias de escritório. Ele começou a ver resultados sem sentir que estava se torturando, e o mais importante, conseguiu manter a consistência. Eu realmente senti que estava fazendo a diferença ao invés de apenas entregar um papel com orientações padrão.
Ajustando o Plano à Rotina e Preferências Pessoais
Outra lição valiosa foi que não adianta impor algo que a pessoa odeia. Se alguém detesta brócolis, não faz sentido forçar o brócolis em todas as refeições. O segredo é encontrar substitutos que se encaixem no paladar e nas preferências, mantendo o valor nutricional. Teve uma aluna, a Sofia, que era apaixonada por doces. Cortar tudo de uma vez era garantia de desistência. Então, exploramos opções mais saudáveis: frutas assadas com canela, um iogurte natural com mel e oleaginosas, ou até mesmo um pequeno pedaço de chocolate amargo em dias específicos. A chave é o equilíbrio, a moderação e, acima de tudo, o prazer de comer. Eu vi a Sofia redescobrir o gosto pela comida de verdade, sem se privar dos seus pequenos prazeres, e isso me mostrou que a felicidade também está no prato.
O Impacto Emocional e Psicológico na Alimentação
Se eu tivesse que escolher uma das maiores descobertas do meu estágio, seria a profundidade da conexão entre nossas emoções e a forma como comemos. Antes, eu via a alimentação como algo puramente fisiológico, uma questão de calorias e nutrientes. Mas ao acompanhar meus alunos, percebi que a comida muitas vezes serve como um refúgio, um conforto ou até mesmo uma punição. É impressionante como o estresse, a ansiedade, a tristeza ou até mesmo a alegria podem desencadear padrões alimentares que nada têm a ver com a fome física. Eu vi pessoas comendo sem parar depois de um dia difícil no trabalho, ou outras que simplesmente perdiam o apetite em momentos de grande tensão. Entender e abordar essa dimensão emocional é, sem dúvida, um dos pilares para o sucesso a longo prazo na busca por uma alimentação mais saudável e equilibrada.
Comida e Emoções: Uma Conexão Profunda
Lembro-me de um caso com o Marcos, que me confidenciou que o seu maior desafio era lidar com a “fome emocional”. Ele explicou que, após discussões familiares ou momentos de frustração profissional, sentia uma necessidade incontrolável de comer doces e alimentos calóricos. Acompanhei de perto a dificuldade que ele tinha em distinguir a fome física da emocional. Juntos, começamos a explorar estratégias para identificar esses gatilhos e encontrar outras formas de lidar com as emoções – seja uma caminhada, ouvir música, ou ligar para um amigo. Foi um processo lento, de autoconhecimento e muita paciência, mas ver o Marcos começar a ter controle sobre esses impulsos foi uma das experiências mais gratificantes. Eu senti, na pele, a importância de ser mais que um instrutor, mas um apoio emocional.
Superando a Autosabotagem: A Voz Interna
É incrível como a nossa mente pode ser nossa maior aliada ou a nossa maior sabotadora. Muitos alunos chegavam com um desejo genuíno de mudar, mas uma voz interna teimava em dizer que eles não eram capazes, ou que iriam falhar novamente. A autosabotagem é um inimigo silencioso e poderoso. Acompanhei de perto a luta da Patrícia, que, mesmo com um plano alimentar perfeito, encontrava desculpas para não seguir, ou se punia comendo em excesso após um pequeno deslize. Percebi que o meu papel, muitas vezes, era o de um motivador, um lembrete constante de que errar faz parte do processo e que o importante é recomeçar. Ajudar a Patrícia a reconhecer e desafiar essa voz interna foi um divisor de águas para ela. É um trabalho que vai muito além das calorias, é sobre empoderamento e autoconfiança.
A Importância dos Alimentos Naturais e da Sustentabilidade
No turbilhão de informações sobre dietas e superalimentos, é fácil se perder e esquecer o básico. No meu estágio, percebi que o retorno às raízes, aos alimentos naturais, não é apenas uma tendência, mas uma necessidade urgente. Eu vi como a qualidade do que comemos impacta diretamente não só a nossa saúde, mas também o nosso humor, energia e até a capacidade de concentração. É como se o corpo nos enviasse sinais claros sobre a diferença entre um alimento processado e um alimento integral, fresco, cheio de vida. E não para por aí: a consciência sobre a origem desses alimentos, o impacto ambiental da nossa escolha, é algo que vem ganhando cada vez mais força, e com razão. Nós somos parte de um ecossistema, e nossas escolhas alimentares reverberam muito além do nosso prato.
De Volta às Raízes: O Poder dos Alimentos Reais
Eu me lembro de conversar com a Dona Fátima, uma senhora que sempre teve uma alimentação baseada em alimentos frescos, cultivados na horta da família. Mesmo com a idade, ela esbanjava vitalidade. O contraste era enorme com alguns alunos mais jovens, que viviam de alimentos prontos e ultraprocessados, e queixavam-se constantemente de falta de energia e problemas digestivos. Isso me fez refletir profundamente sobre o poder dos alimentos reais. O que comemos não é apenas “comida”, é informação para nossas células. Ver a transformação nos alunos quando começavam a trocar os pacotes por frutas, vegetais e grãos integrais, era algo palpável: mais energia, melhor sono, digestão regulada. Eu sentia que estava ajudando a resgatar uma sabedoria ancestral.
Sustentabilidade: Alimentação Consciente para o Futuro
A preocupação com a sustentabilidade na alimentação é algo que me tocou bastante. Durante as conversas, eu sempre tentava introduzir a ideia de fazer escolhas que não fossem boas apenas para o corpo, mas também para o planeta. Comprar de produtores locais, reduzir o desperdício, preferir alimentos da estação… Pequenas atitudes que fazem uma diferença enorme. Eu vi o entusiasmo da Clara, uma jovem que se engajou nessa ideia e começou a frequentar feiras de produtores. Ela me contava com brilho nos olhos sobre a variedade de vegetais, o frescor dos alimentos e a satisfação de saber a origem do que estava comendo. É uma jornada que une saúde pessoal e responsabilidade coletiva, e eu sinto um orgulho enorme de poder inspirar isso nos meus alunos. É mais do que uma dieta, é um estilo de vida consciente.
Desafios Comuns e Como Superá-los no Dia a Dia

Ninguém disse que seria fácil, não é mesmo? A jornada para uma alimentação mais saudável é cheia de altos e baixos, e os desafios aparecem de onde menos esperamos. Mas o que me impressionou durante o estágio foi a resiliência humana e a capacidade de encontrar soluções criativas para os obstáculos do dia a dia. Desde lidar com a pressão social para comer em eventos até resistir à tentação de um bolo no escritório, meus alunos me ensinaram que a perseverança e a estratégia são grandes aliadas. Eu percebi que meu papel era não só fornecer conhecimento, mas também ser um porto seguro, um incentivador que celebrava cada pequena vitória e ajudava a levantar após cada tropeço. E, acredite, os tropeços acontecem, e é absolutamente normal.
A Luta Contra os Hábitos Antigos: A Força do Hábito
Um dos desafios mais persistentes é a luta contra os hábitos antigos, aqueles que estão enraizados há anos. O José, por exemplo, tinha o costume de tomar refrigerante todos os dias, desde a adolescência. Cortar de uma vez era impensável para ele, gerava muita ansiedade. Então, começamos com pequenas trocas: um copo de água antes do refrigerante, depois um copo de água saborizada, até que a necessidade diminuiu significativamente. Não foi um processo linear, teve dias em que ele voltou ao antigo hábito, mas a cada recaída, eu o lembrava de que o importante era continuar tentando. E eu sentia a frustração dele, mas também a sua determinação. É uma maratona, não uma corrida de cem metros. Eu realmente aprendi que a paciência é uma virtude essencial nessa área.
Celebrando Pequenas Vitórias: O Segredo da Motivação
Estar em um estágio me ensinou que celebrar as pequenas vitórias é o grande segredo para manter a motivação. Não é só sobre o número na balança, mas sobre cada escolha consciente, cada refeição preparada em casa, cada vez que um aluno resistiu a uma tentação. A Maria, por exemplo, sempre foi muito crítica consigo mesma. Quando ela finalmente conseguiu planejar as refeições da semana pela primeira vez, mesmo sem ter perdido muito peso ainda, eu fiz questão de celebrar aquela conquista com ela. Aquele sorriso no rosto dela, de orgulho, era a minha maior recompensa. Eu sentia que estava construindo, tijolo por tijolo, a autoconfiança que ela precisava para continuar firme na sua jornada. É um processo contínuo de reforço positivo, e funciona de verdade.
| Desafio Comum | Estratégia Sugerida | Minha Observação Pessoal |
|---|---|---|
| Fome Emocional | Identificar gatilhos, encontrar alternativas não alimentares (passeio, hobby). | Fundamental para o autoconhecimento e para quebrar o ciclo de comer por ansiedade. |
| Falta de Tempo para Preparar Refeições | Planejamento semanal, preparo de marmitas, escolha de receitas rápidas. | A organização é meio caminho andado! Vi muitos se beneficiando de um domingo de preparo. |
| Pressão Social em Eventos | Comer algo leve antes, escolher com moderação, focar na conversa. | Manter a firmeza, mas sem se isolar. A vida social é importante! |
| Desejo por Doces | Alternativas saudáveis (frutas, chocolate amargo), moderação consciente. | Totalmente possível ter prazer sem exageros. O proibido engorda mais rápido na mente. |
| Falta de Motivação | Definir metas pequenas e realistas, celebrar conquistas, buscar apoio. | Apoio e reconhecimento fazem toda a diferença para não desistir. |
A Tecnologia como Ferramenta de Apoio e Motivação
No mundo de hoje, seria um erro ignorar o poder da tecnologia como aliada na busca por uma vida mais saudável. Eu mesma era um pouco cética no início, mas vi de perto como aplicativos, smartwatches e até comunidades online podem fazer uma diferença enorme na jornada de alguém. É como ter um instrutor particular no bolso, sempre pronto para te ajudar a monitorar o progresso, te dar um lembrete ou te conectar com outras pessoas que estão na mesma batalha. A tecnologia não substitui o acompanhamento humano, claro, mas é um complemento poderoso que, quando bem utilizado, impulsiona a adesão e a motivação. Eu senti que estava oferecendo um arsenal completo de ferramentas para os meus alunos.
Aplicativos e Monitoramento: Amigos na Jornada
Muitos dos meus alunos, especialmente os mais jovens, encontraram nos aplicativos de contagem de calorias e monitoramento de atividades físicas uma ferramenta essencial. O Lucas, por exemplo, usava um aplicativo para registrar tudo o que comia e a cada vez que batia a meta de passos diários, ele me contava com um entusiasmo contagiante. Não era sobre ser obsessivo com os números, mas sim sobre ter uma clareza e um senso de responsabilidade maior sobre as suas escolhas. Eu percebi que a tecnologia fornecia um feedback imediato que era super motivador para eles. O simples ato de ver o progresso em gráficos e relatórios gerava uma sensação de controle e empoderamento que eu, como instrutora, achei fascinante.
Comunidades Online: Encontrando Inspiração e Apoio
Outro aspecto que me surpreendeu positivamente foi o poder das comunidades online. Em grupos fechados ou fóruns de discussão, meus alunos encontravam um espaço seguro para compartilhar suas experiências, desafios e conquistas. A Catarina, por exemplo, que era bem tímida, encontrou em um desses grupos a coragem para compartilhar suas dificuldades com a alimentação noturna. As respostas de apoio e as dicas de outros membros a encorajaram a experimentar novas estratégias. Eu senti que esses espaços virtuais funcionavam como uma rede de apoio invisível, mas super eficaz, onde as pessoas se inspiravam mutuamente e se sentiam menos sozinhas na jornada. É a prova de que a conexão humana, mesmo que digital, é fundamental para o sucesso.
Repensando a Relação com a Comida: Além da Balança
No final das contas, o que realmente importa? Eu percebi, ao longo do estágio, que a verdadeira transformação vai muito além dos quilos perdidos na balança. É sobre construir uma relação mais saudável e consciente com a comida, com o próprio corpo e com a vida. É sobre redescobrir o prazer de comer sem culpa, de se nutrir de verdade e de valorizar cada refeição como um momento de autocuidado. Eu vi alunos que, ao invés de focarem apenas no emagrecimento, começaram a valorizar a energia que tinham para brincar com os filhos, a melhora no sono ou a disposição para praticar um esporte. Essa mudança de perspectiva é o que sustenta a mudança a longo prazo e é o que me fez sentir que meu trabalho tinha um propósito muito maior.
Comer com Consciência: O Mindfulness à Mesa
Um dos exercícios mais poderosos que eu sugeri aos meus alunos foi o de comer com consciência, aplicando princípios de mindfulness. A Ana Lúcia, por exemplo, costumava comer muito rápido, na frente da televisão, sem prestar atenção ao que estava ingerindo. Começamos com algo simples: pedir a ela para comer um pedaço de fruta, devagar, prestando atenção à cor, ao cheiro, à textura, ao sabor. No início, ela achou estranho, mas depois de algumas semanas, me contou que estava percebendo a saciedade muito mais cedo e que o ato de comer havia se tornado um momento de prazer e conexão. Eu senti que estava ensinando-a a “saborear a vida” de uma nova maneira, e isso era muito mais valioso do que qualquer dieta restritiva.
O Corpo como Aliado: Construindo uma Imagem Positiva
Infelizmente, muitas pessoas veem o próprio corpo como um inimigo na jornada de emagrecimento. Eu percebi que um dos meus maiores desafios era ajudar os alunos a mudarem essa percepção, a entenderem que o corpo é um aliado que trabalha incansavelmente para eles. O Fábio, por exemplo, tinha uma imagem corporal muito negativa, mesmo com as melhorias em sua saúde. Trabalhamos juntos para focar nas conquistas do corpo – a força que ele ganhou, a capacidade de se movimentar com mais facilidade. O importante era celebrar o corpo pelo que ele faz, não apenas pela sua aparência. Eu senti que ao ajudá-lo a construir uma relação mais positiva e de gratidão com seu corpo, eu estava plantando as sementes para uma mudança duradoura e para uma paz interior que transbordava para todas as áreas da vida.
Para Concluir
E assim, chegamos ao final dessa jornada de descobertas e aprendizados que tanto me marcaram. Cada história, cada desafio superado, cada pequena vitória dos meus alunos moldou a minha própria compreensão sobre o que significa viver de forma mais saudável e feliz. Saio desse estágio com a certeza de que a nutrição vai muito além de um prato de comida; é sobre conexão, emoção e, acima de tudo, autoconhecimento. Espero que minhas experiências sirvam de inspiração para que você também olhe para sua alimentação com mais carinho e consciência. É um caminho, e estou aqui para apoiar você!
Informações Úteis que Você Precisa Saber
1. Não existe uma dieta “perfeita” para todos; a chave é a personalização e o equilíbrio que se adapta à sua rotina e aos seus gostos. Acompanhei de perto como essa abordagem funciona de verdade.
2. Carboidratos não são vilões! Eles são uma fonte essencial de energia para o corpo e a mente. O segredo está em escolher os complexos e consumi-los com moderação, sem medo.
3. Dietas restritivas extremas podem levar ao temido efeito sanfona e prejudicar seriamente sua relação com a comida. Busque mudanças sustentáveis e prazerosas, eu vi que é o que funciona.
4. Preste atenção aos seus sentimentos: a fome emocional é real e merece ser compreendida e gerenciada com estratégias não alimentares, como um bom livro ou uma caminhada.
5. Invista em alimentos naturais e minimamente processados. Eles oferecem mais nutrientes e trazem mais vitalidade para o seu dia a dia, um brilho que a gente percebe na pele!
Pontos Chave para Levar Consigo
Minha experiência de campo mostrou, sem sombra de dúvidas, que a verdadeira transformação alimentar ocorre quando abraçamos a nossa individualidade, entendemos a ligação profunda entre nossas emoções e a comida, e focamos na construção de uma relação positiva e gentil com nosso próprio corpo. A jornada é pessoal, repleta de aprendizados e, acima de tudo, merece ser vivida com muita compaixão e paciência. Lembre-se, o importante é começar e, se cair, levantar com ainda mais força. Conte sempre com o apoio para cada passo!
Perguntas Frequentes (FAQ) 📖
P: Com a sua experiência no estágio, qual foi o maior mito sobre dietas que você viu cair por terra no dia a dia das pessoas?
R: Ah, essa é fácil! O mito do “carboidrato engorda” com certeza foi o que mais me surpreendeu. Eu via, na prática, como essa ideia fixa levava as pessoas a cortarem pães, massas e até frutas, e o resultado?
Frustração! Elas se sentiam sem energia, mal-humoradas e, muitas vezes, acabavam exagerando em outros alimentos que achavam “permitidos”. O que aprendi, vendo de perto, é que o problema raramente é o carboidrato em si, mas a qualidade e a quantidade.
Um bom pão integral ou uma fruta fresca são fontes de energia essenciais, e o corpo precisa disso para funcionar bem. Percebi que o segredo está em ensinar as pessoas a fazerem escolhas inteligentes e a ouvirem o próprio corpo, em vez de seguirem regras rígidas que não fazem sentido para suas vidas.
Foi um verdadeiro choque de realidade ver como uma informação tão difundida pode ser tão prejudicial quando levada ao extremo.
P: Em um mundo cheio de dietas restritivas e da moda, o que você descobriu sobre a eficácia delas durante o seu estágio como instrutora?
R: Essa é uma pergunta excelente e que me fez refletir bastante! Posso dizer, com toda a certeza, que a minha maior percepção é que dietas excessivamente restritivas são uma armadilha.
Vi tantos alunos tentando se encaixar em modelos que prometiam resultados rápidos, cortando grupos alimentares inteiros, e o que acontecia era um ciclo vicioso de perda de peso, recuperação, e mais frustração.
Elas acabavam desenvolvendo uma relação muito difícil com a comida, cheia de culpa e ansiedade. O que realmente funciona, e eu vi isso acontecer com os meus próprios olhos, é a personalização e o equilíbrio.
Quando a dieta é adaptada à rotina, aos gostos e até às emoções de cada um, os resultados são duradouros e muito mais saudáveis. A chave não está em quanto você consegue se privar, mas em quão bem você consegue nutrir seu corpo e sua mente de forma sustentável.
P: Você mencionou que as tendências atuais na nutrição apontam para algo mais personalizado e acessível. Na sua opinião, o que isso significa na prática para quem quer mudar seus hábitos alimentares?
R: Essa é a parte mais emocionante, na minha opinião! Para mim, “nutrição personalizada e acessível” significa que não existe mais um molde único que sirva para todo mundo.
Esqueça as soluções prontas de revista! Significa olhar para cada um como um indivíduo único, com sua própria história, seus próprios desafios e seus próprios objetivos.
Na prática, é buscar uma alimentação que se encaixe na sua vida real, com alimentos que você gosta, que são fáceis de encontrar e que respeitam seu orçamento.
É sobre voltar às raízes, priorizando alimentos naturais, frescos e minimamente processados, e entendendo o impacto que nossas escolhas têm no nosso corpo e no planeta.
Não se trata de gastar rios de dinheiro com superalimentos caros ou regimes complexos, mas sim de aprender a fazer escolhas inteligentes e sustentáveis para o seu dia a dia, com apoio e orientação que realmente fazem a diferença e que você consiga manter a longo prazo.
É sobre empoderamento e autoconhecimento, e isso, meus amigos, é transformador!






